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terça-feira, 31 de março de 2009

Amanhã: 1º de Abril!(?)


Olá "cambada"!...

De fonte "segura" - e algo ainda por divulgar nos meios oficiais- amanhã, a ÔNZIMA terá uma surpreza deveras agradável. Esta extender-se-á aos seus ex-militares e aos que agora vão dando alma ao reviver daquela CC 3411, 38 anos após a sua chegada a Angola.

Tudo começou com uma proposta do líder do "CDS-PP" e a que o governo "PS" tem dado uma atenção muito especial, sobretudo agora em campanha pré-eleitoral, e que, de uma assentada, fez com que os ministros da "Administração Interna" e "Cultura Artes e Espectáculos" tivessem, simultaneamente, uma ideia "luminosa" que veio "contemplar" os nossos camaradas!(?).

Mas para não adiantar a surpreza convido a "cambada" a visitar o take de amanhã.

Como diz o ditado popular: "Mais vale tarde que nunca".

domingo, 29 de março de 2009

Ruínas de Pompeia


Apesar do financiamento do projecto do "filme" sobre a ÔNZIMA estar em stand by devido à crise que atravessa o nosso Ministério da Cultura e Espectáculos, o seu realizador continua convicto que este estará terminado aquando do quadragésimo aniversário da CC 3411 e que se comemorará no ano 2011 (1971/2011).

Para tal, foi solicitada uma verba de reserva ao "BPN" - Banco Popular de Negociatas - que tem coberto as primeiras despesas com os actores da película e de que será ressarcido pelo MCE em tempo de menos "vacas magras"...

Entretanto as "filmagens" continuam. Os actores deslocar-se-ão para Pompeia para aí simularem uns tantos "golpes de mão" no magnífico cenário desta cinecittá.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Carlos Paião - 1957/1988. Lançamento da obra biográfica


Sessão de apresentação do livro “Inspirada na minha Paixão” – Carlos Paião 1957-1988.


Boa tarde a todos.
Fiquei muito sensibilizado por ter sido convidado pela Sra. Directora da Biblioteca Municipal de Esposende, Dra. Maria Manuela Luísa Leite, para poder fazer a apresentação do lançamento do livro: “Inspirada na minha Paixão: Carlos Paião 1957-1988” e da autoria de Maria do Deserto, a quem desde já felicito pelo arrojo literário demonstrado.
Como professor de Educação Musical, em Braga, mas natural desta linda cidade de Esposende, de que muito me orgulho, e tal como Carlos Paião se vangloria da sua terra e das suas gentes, também por cá passei a minha meninice até à idade adulta. É com muito gosto que aqui estou presente para dar o meu singelo contributo e para podermos recordar esta figura ímpar da música ligeira portuguesa e tão prematuramente desaparecida do nosso convívio, vai para vinte anos a esta parte.
Parafraseando alguém de que “O homem passa mas a sua obra permanece”, isto aplica-se como uma luva ao nosso homenageado pois foi e continua a ser, para além do seu virtuosismo musical, um exemplo de valores humanos a imitar, numa sociedade cada vez mais carenciada deles.
Na sucinta análise que adiante irei descrevendo, irei debruçar-me sobre alguns pontos que achei pertinente serem focalizados. Assim, abordarei a autora do livro em questão e, de seguida, a obra do músico e compositor, completando com a apresentação de uns excertos musicais do mesmo e interpretados pelo Rúben, um jovem de vinte anos que bem poderá incarnar o espírito musical de Carlos Paião.

A autora da obra: Maria do Deserto.
O que sei da autora, é de que nada sei, ou melhor e dito por outras palavras, este é também o meu primeiro contacto com a “progenitora” desta obra. Todavia e se posso dizer algumas palavras a propósito, elas derivam mais da leitura convidativa do próprio contexto deste livro. Sei que é “repórter fotográfica, a residir no estrangeiro e apaixonada pelas letras e pela fotografia e fã e admiradora do compositor, das suas letras e músicas, apesar de nunca o ter conhecido”, citando o folheto de apresentação do Gabinete de Relações Públicas do Município de Esposende.
Como melómana, a autora terá ficado encantada com a obra musical de Carlos Paião. No livro, não deixa de ser notável a forma sui generis como o demonstra, tentando revelar múltiplas facetas do compositor, primeiro como homem e das suas ímpares qualidades humanas e, concomitantemente, na sua obra musical, onde se reflectem essas mesmas qualidades, ratificadas pelos muitos testemunhos dos seus inúmeros amigos de que se rodeou em vida e que fazem a parte final deste livro.
Se já leram ou vierem a ler esta biografia oficial do autor de Cinderela, terão chegado à conclusão de que é agradabilíssimo ir seguindo cada parágrafo do seu contexto onde a autora vai mesclando a sua própria prosa de uma forma quase poética, a que se junta a realidade da fotografia como que retrospectivando a vivência do músico-doutor.
Não serei a pessoa mais indicada para fazer uma análise e crítica estilística a este livro, mas como simples leitor apercebi-me de que a sua autora é de uma sensibilidade simples e despretensiosa, conseguindo captar o leitor ao longo das 416 pp. da obra em questão. Somos como que embalados em cada capítulo pelo romance feito de enternecimento e cuja autora abraça de uma ternura quase bucólica. De certa maneira, chamar-lhe-ia de pictórica a forma como o faz, levando-nos em cada fase do crescimento deste filho dilecto de Ílhavo, a vivenciarmos também o percurso de cada qual, ao tempo da nossa meninice.
Datas como o ter vindo ao mundo, o baptismo, as comunhões, os dias de aniversário, os tempos de escola, os jogos de criança e outros momentos que nos marcaram a todos, são pretexto para a sua autora os burilar de uma candura que a todos sensibiliza. Diria até que nestes pormenores ela é também uma artista.
Folheando o livro, a tal propósito, dei-me a contemplar o seu estilo literário na sua, e passo a citar: “…mistura arrojada de emoções, que me declaram na alma, uma realização plena… de observadora intimista, de me apoderar de pedaços da sua breve existência, fazendo-me perceber que a sua vida ainda está presente, como se aguardasse a minha vinda, para desbravar nesta homenagem o mundo mágico que nem a morte silenciou”. Ou, mais além, a ternura espelhada em: “…o seu nascimento fora como uma peça divina criada pelas mãos de Deus, que escolheu ternas fadas para a sua vida…” ou ainda “… aconchegado no regaço do colo da sua mãe, viajava numa fantástica barca intemporal, onde tudo se revelava maravilhoso e único”, pp. 46, entre muitas outras páginas carregadas de simbolismo, de pedagogia, vivência e filosofia da vida.
Os próprios subtítulos são também um convite a que sejam desbravados e assimilados no seu todo. Estão patentes em “destinos entrelaçados”, “O início da caminhada”, “A dádiva de fé”, “Mosaico de emoções”, entre tantos outros. De certa forma, o leitor como se revê em cada um deles pois são como um letmotiv da nossa própria existência humana.
Não é minha intenção revelar o conteúdo do livro pois a tal estão convidados todos os seus potenciais leitores que dele farão a análise que julguem fazer. Apraz-me apenas chamar a atenção para um e outro pormenor mais ligado à minha área profissional da música. E no que diz respeito à autora de “Inspirada na minha Paixão”, por certo que terei ficado muito aquém do que a este propósito ainda deveria e deverá ser dito. Parafraseando o título do próprio livro louvo-lhe a “Paixão” com que levou a cabo todo o processo de investigação para que fosse possível agora podermos usufruir de um melhor conhecimento do compositor de Play-back e perpetuarmos no tempo esse mesmo tempo que não lhe sobrou em vida para que fosse reconhecido no seu real valor como um artista que, diria, foi quase completo nas suas facetas de músico e compositor.

Carlos Paião: o músico e a obra.
Foi realmente uma notícia trágica a que, através da rádio e da televisão, nos atordoou a todos, naquela fatídica sexta-feira, dia 26 de Agosto de 1988. Como diz a autora, foi “…um pó de arroz que foi levado pelo vento”.
À parte o acontecimento que enlutou familiares e amigos e as especulações levantadas sobre este, ficou-nos, do compositor, a sua obra gravada por vários meios áudio - visuais e de que vamos ainda desfrutando na qualidade de cada um dos seus inúmeros trabalhos editados.
Carlos Paião é descrito pelos seus amigos como: “… uma eterna presença apesar da ausência. Um jovem prodigioso e de uma simplicidade genuína. Autêntico. Simples. Competente. Uma pessoa sempre bem disposta e de uma alegria contagiante e um retrato fiel de felicidade. Irreverente e junto dele ninguém ficava triste. Optimista e um amigo de referência com quem sempre se podia contar. Dele cita Olga Cardoso: “… derramaste amor às mãos cheias, espalhaste aos quatro ventos e acabaste por ter mais do que tinhas”.
“Compor para o autor era facílimo pois ele dava vida e cor à música com os seus textos de forma eficaz e sobretudo rápida”, assim se refere a ele Luís Filipe Aguiar, cantor e músico. “Amigo do seu amigo e de uma disponibilidade absoluta e desinteressada, ora compondo ora escrevendo ou ainda disponibilizando todos os seus meios técnicos para ajudar qualquer colega de palco. Tinha o dom de cultivar a arte de viver e a amizade e adorava crianças”. Como finaliza Filipe de La Feria foi como: “… uma estrela cadente que no céu desprende o seu lastro de luz”. Foi um trovador de sonhos”. Ah! … e um fervoroso benfiquista que mesmo em casa frente à TV não abdicada do seu cachecol encarnado!
Seria por demais cansativo debruçarmo-nos sobre tanta proficuidade e variedade da sua música que deu até para “dar e vender” a terceiros, o que demonstra o espírito de dádiva aos outros que tanto o caracterizou na sua forma de ser e estar em vida.
Musicalmente, as suas canções são de uma melodia e harmonia contagiantes e sempre adaptadas a diferentes realidades vivenciais. A título de meros exemplos na sua curta passagem compilou e compilaram-se dele alguns Álbuns como: Algarismos, O Melhor de Carlos Paião, Intervalo, os Singles, Pó de arroz, Cinderela e já posteriormente ao seu desaparecimento, Letra e Música 15 anos depois (EMI, 2003), Play-Back – Colecção Caravelas (EMI, 2004) e Perfil (Som Livre, 2007). Entre outros Compactos salientem-se: Souvenir de Portugal/Eu não sou poeta, Play Back, Pó de Arroz/Gá-gago, Marcha do peão das Nicas/Telefonia nas Ondas do Ar, Zero a Zero/Meia Dúzia, Vinho do Porto, Vinho de Portugal, com Cândida Branca Flor, O Foguete, Versos de Amor, Arco Íris, Discoteca, Cinderela, Cegonha e Quando as Nuvens Chorarem.
Não me quereria substituir a qualquer site da NET pois os meus ouvintes por certo encontrarão quase tudo o que há que ver e dizer sobre este compositor de sorriso sempre aberto.
Os seus pontos altos foram o 1º lugar no Festival RTP da Canção de 1981, com a canção Playback , numa altura em que este certame representava uma plataforma para o sucesso e a fama no mundo da música portuguesa. Já aqui se notava uma crítica divertida, mas contundente, aos artistas que cantam em playback. Com este tema representaria o nosso país em Dublin no Festival da Eurovisão desse mesmo ano.
Para além desta participação esteve ainda em muitos outros festivais quer em Portugal quer no estrangeiro. Em 1985, concorreu ao Festival Mundial de Música Popular de Tóquio, tendo a sua canção sido uma das 18 seleccionadas entre mais de 2000 representativas de 58 países!
O seu altruísmo na música fez com que lhe fossem encomendadas muitas outras músicas como foi o caso do próprio Herman José e que viriam a alcançar um grande êxito como a Canção do Beijinho. Amália Rodrigues cantou dele O Senhor Extra-Terrestre (1982).
Compositor, intérprete e instrumentista, Carlos Paião produziu mais de quinhentas canções, tendo sido homenageado em 2003, com um CD comemorativo dos 15 anos do seu desaparecimento. Já em 2008, por altura da comemoração dos 20 anos do desaparecimento do músico, vários músicos e bandas reinterpretaram temas do autor na edição de um álbum de tributo, “Tributo a Carlos Paião”.
Ao rever uma cena do filme Amadeus galardoado com vários Óscares da Academia de Cinema, Salieri, músico da corte austríaca e acusado injustamente de ter envenenado Mozart, no hospital de Psiquiatria onde estava internado e cujo capelão o visitara para que este se confessasse, o músico já envelhecido mas ainda cioso do seu presumível talento faz um acordo com o padre. Que se confessaria se este soubesse identificar algumas das (suas) músicas e que supostamente teriam tido tanto êxito, na altura. Após algumas tentativas ao ouvido duro do capelão, este não distinguiu qualquer daquelas. Irritado, Salieri tocou então uma simples melodia de Mozart e logo o clérigo a trauteou. De certa forma, e passe a comparação, ainda hoje quaisquer dos temas de Carlos Paião são do domínio e conhecimento popular e a sua identificação, passados todos estes anos, é quase momentânea.
Se me perguntarem quais as músicas que mais me atraíram eu destacaria duas, entre muitas outras: Cinderela e Pó de Arroz. São autênticos poemas ao despontar do amor na adolescência e a sua letra e música são de uma beleza, candura e enternecimento ímpares. Por isso e antes de finalizar, vou convidar o Rúben para que lhe dê a alma que elas realmente merecem.
Com mais este precioso contributo da autora deste livro, por certo que o meus caros ouvintes e possíveis leitores poderão ficar a ter uma visão mais abrangente da vida e da obra deste grande músico que se repercutiram nos seus poemas e nas suas músicas.
Finalizo com as palavras de Maria do Deserto, a sua autora: “ A morte é a única certeza na vida. Contudo, quando ela chega, deixa nos que ficam, um profundo sentimento de espanto…”.
Um até já, Carlos Paião.
Muito obrigado a esta ilustre plateia pela gentileza da vossa presença nesta sessão de apresentação e parabéns à autora de “Inspirada na minha Paixão” – Carlos Paião 1957-1988.


Biblioteca Manuel de Boaventura

Esposende 21/03/2009

Lino Rei

quinta-feira, 26 de março de 2009

"Inspirada na minha paixão" - Carlos Paião 1957-1988



Cultura/Espectáculos: Biblioteca Municipal apresentou livro sobre Carlos PaiãoQuarta-feira, 25 de Março de 2009 @ 8:09:04 GMT por eva_calheiros
A Biblioteca Municipal Manuel de Boaventura, de Esposende, assinalou o Dia da Poesia, que se comemorou no passado sábado, com a apresentação do livro “Inspirada na Minha Paixão: Carlos Paião 1957-1988”, da autoria de Maria do Deserto. A obra, a primeira biografia oficial de Carlos Paião, reúne testemunhos de familiares mais próximos, de nomes conhecidos do mundo artístico, fotografias, cópias de cadernos escolares, pautas de música e objectos pessoais.

Num ambiente informal, e perante um público interessado, a sessão de apresentação iniciou-se com a interpretação do tema “Cinderela” pelo jovem Rúben, cujo refrão foi prontamente cantado pela assistência. De seguida, o professor de Música, Lino António Rei, descreveu pormenorizadamente o livro, salientando a parte biográfica propriamente dita, amplamente completada com inúmeras fotografias, abordando também o percurso musical de Carlos Paião, sem esquecer as inúmeras referências à personalidade de um homem profundamente generoso, amigo do seu amigo. Lino António Rei referiu que, para além das músicas e letras mais conhecidas e associadas facilmente a Carlos Paião, existem muitas outras que se tornaram conhecidas pelos seus intérpretes, mas cujas letras e músicas lhe pertenciam, como as letras e músicas para, entre outros, Herman José (Serafim Saudade, a Canção do Beijinho). No Dia da Poesia, não deixou de referir a qualidade das letras de Carlos Paião e sugeriu aos ouvintes que escutassem com atenção a letra de “Cinderela”, que considerou um verdadeiro e extraordinário poema. Para além de compositor de grande talento, Carlos Paião era também um grande artista em palco, tendo representado Portugal no Eurofestival da Canção. Por sua vez, a autora da obra, Maria de Deserto referiu, emocionada, as condições em que elaborou a biografia, os inúmeros contactos que fez, a disponibilidade total dos pais do artista e o quanto ainda a comovia falar de Carlos Paião. De referir que esta biografia é a terceira da autora, estando as outras duas publicadas na Suécia, onde reside. A terminar a sessão, Rúben interpretou “Play-Back”, deixando nos presentes uma grande alegria e saudade dos anos 80, agora tão do agrado dos mais jovens.

quarta-feira, 25 de março de 2009

"Caulum capinarium" ou, mui simplesmente, capim


Ora aí está pessoal, a descoberta da "árvore das patacas"!...

Pois será através deste precioso caule - que na altura até nos vergastava a cara!- que dali sairá energia que dará para dar e vender! Olarilas.

Mas ouçamos os "iluminados" dos injinheiros-químicos:

- Então, sr. "injinheiro" Zócrates, sempre vamos ter mais uns 50.000 empregos garantidos lá no Quivuenga-resort?

- Ah, está garantido de todo! Pode até ver aqui no "Magalhães" o processo de destilação capináceo através da fórmula matemática "Novas oportunidades". Logo mais, injectamos na equação BPN um "catalizador" químico das ilhas Caimão e a "pasta" começa o seu processo...

- Mas, desculpe... não estou a perceber como é que isso vai redondar em energia!?

- Claro, basta um "jogging matinal e um "Jamais" Alcochêtico que logo fará fumegar a espiga. Depois com ela ainda em brasa, esta é cortada em "Oposição" química aos pedacinhos e transportada pelos sindicalistas-trabalhadores até à segunda fase da "eleição". Aqui o processo é mais moroso pois a "massa vulgaris" (populus=o povo) que atravessa a "crisis" já instalada poderá fazer reverter todo o processo até que finalmente poderemos entrar numa quarta fase que...

- Já percebemos ... já percebemos. Muito obrigado, sr. "injinheiro".

terça-feira, 24 de março de 2009

E os primeiros aí estão...


Difundido que foi o convite anterior pela embaixada angolana, começou a "debandada" com os primeiros trabalhadores do Puto a chegarem ao aeroporto de "Figomaduro", em Carmona.

Repare-se nos dois "engenheiros-químicos" que levam consigo o segredo das respectivas fórmulas algorítmicas para a prospecção e reconversão do capim em matéria energética.

São precisos ainda mais especialistas em material pesado e ligeiro - condutores de caterpiler's, de MG's, guindastreiros, rebocadores e outros - para a transfega do capim e posterior empastamento - padeiros, doceiros, cozinheiros... - e supervisores de pessoal, entre muitos mais.

Terão prioridade ex-militares que conheçam bem a zona e sobretudo que se encaixem entre as idades dos 58 e os 61 anos ou em situações de pré-reforma.

Vá-se lá saber porquê!? Mas são as normas dos investidores.

Daremos mais notícias.


segunda-feira, 23 de março de 2009

"Resort" Quivuenga-city


As recordações vão surgindo como em cadadupa...

Tanto se tem falado deste "resort" a uns 50 Km. do Songo que, finalmente, a Agência Abreu decidiu fretar um Boing 747 privado para fazer face às enúmeras solicitações para umas férias bem passadas e ... outras solicitações!(?)

Longe dos grandes engarrafamentos de Luanda e na encosta da serra da Mucaba, no Uíge, esta "city" é o grande centro cafeeiro da região e rodeado de tudo o que a natureza-mãe lhe concedeu: ar puro da montanha com um cheirinho a café matinal, uma miríade de frutos tipicamente tropicais e à mão de semear, um aquartelamento-museu deixado tal qual ficou em 1973 pelas NT coloniais e quedas de água medicinais que curam todas as maleitas - figadeiras, tosses convulsas, artrites crónicas, catarros, cancros pulmonares derivados do tabaco, barrigas de nove meses, quedas de cabelo, and so on.

Prevendo a grande imigração portuguesa para Angola nos próximos tempos, devido à crise no país, alguns magnatas do petróleo de Cabinda irão fazer lá grandes investimentos para a reconversão do abundante capim na zona que irá servir de matéria-prima para novas energias alternativas.

Foi-nos solicitado pessoal trabalhador para o nosso site-blogue e, de preferência, com experiência e conhecimento do terreno. O salário mensal rondará os 5.000,00 euros e com direito a alojamento num dos muitos resort's daquela circunscrição.

"Cambada", está feito o convite. Juntem o útil ao agradável.

Podem inscrever-se neste blogue.

O "capataz",

King-coffee.

domingo, 22 de março de 2009

Bar da cerveja e do Jornal da Caserna


Tentei colar a foto anterior da parada ao quiosque da cerveja mas não deu pois a malta já estava perfilada na parada para o "aquecimento", afim de saltar para os unimogues e ir para a nossa guerra.

A propósito, parece que ainda estou a ver o Almeida (?) a despachar as Nocais a "coroa o metro" ao mesmo tempo que se discutiam tácticas para "fintar" o capitão com alguma indisposição física de momento, para uma desenfiadela qualquer a Carmona, e com o aval do furriel Castro nos livarmos da próxima operação à serra da Mucaba...

Mas o bar também servia de Jornal da Caserna com o relato escrito dos últimos acontecimentos do campeonato "internacional" de Futsal que ia decorrendo no Pavilhão (ver seleccionados da altura nos primeiros takes deste blogue), à mistura com as Notícias do Batalhão de Carmona que prometia a Peluda ao militar que trouxesse o primeiro turra aprisionado!

Nesse placard, da autoria cá do rapaz, cintilavam fotos de gajas porreiras que davam para sonhar um bocado. E à noite era o que se via com as queixas das bailundas por causa do "Terror da sanzala" com o tal "piquini de carapinha loira" (sic pp.97-98 do livro do Também eu estive lá...).

Velhos tempos!

sexta-feira, 20 de março de 2009

A parada do quartel novo - Songo/72


- Ainda vos lembrais "cambada" aonde eram as vossas "suites" reais? Acaso no "Resort" nºC ou nos nºs A, B ou D?

Claro que aquelas instalações eram dignas apenas de "gente fina" que era outra coisa. Os desgraçados dos graduados "morriam" em pequenos beliches, mais atrás, numas "caixas de fósforos" de cimento e que assavam quando o cacimbo dava lugar ao tórrido calor africano!

(Ar)reparai nos postes de iluminação, de linha moderna e já focalizados, pois mesmo no escuro, podia-se achar uma qualquer agulha em palheiro - como o último cêntimo do pré do mês - tal a intensidade das iluminárias!

Naquela parada aconteceram coisas interessantíssimas que dava para contar a noite inteira!

- Acaso alguém se lembra de algum episódio?

Ao lado esquerdo, havia o quiosque das cervejas, e mais atrás, os "laboratórios da Ferrugem" onde em câmbio negro se vendiam peças por atacado às viaturas dos civis e onde se misturava álcool etílico ao gasóleo para a corrida aos turras ser ainda mais rápida. Um pouco mais ao centro, a bela arquitectura em cimento com o nosso crachá da Companhia feito pelo alferes Tavares, o tal do motão à Keiser...

E mais lá ao fundo, as moderníssimas latrinas e cagadeiras "a la française" que exigiam dos seus utentes equilíbrios de circo para não se afundarem também com os "salchichões e as alheiras" dos ditos cujos...

Belos tempos!

terça-feira, 17 de março de 2009

Criptomanias...


Rei:

- Prova lá disto ó (e está) Calado.

Calado:

- Mas que mike é essa?

Rei:

- É picanha assada...

Calado:

- Pôrra, pá, eu só engulo sandes de criptos e já decifradas... essa dá-me cabo do rádio... e do (cu)bito...

Rei:

- Ai é? Então vê lá se decifras esta: Foxtrot, Óscar, Delta, Alfa, tracinho SE... " e burro sou eu?"

Calado:

- Essa é ultra secreta ... é lá pr'á Mucaba!?

Emanuel, a sorrir: ( vê-se mesmo que é das transmissões ... não pisca nada de comida fina ...)

Camaradas lá atrás, cantarolando:

- Quando a cabeça não tem juízo a malta cá é que paga. E vai mais um já "decifrado"...

segunda-feira, 16 de março de 2009

A beleza da capital do Minho


Pois após ter recebido algumas "queixas" que só propagandeava a cidade dos 3 P (padres, p---s, p-------os) e não outras como Alguidares de Baixo, Senhor de Matosinhos, Castanheira de Pera e mais algumas aldeias como Oeiras, Cascais, Almancil, Coimbra e Piornes, entres outras capitais, pois cá estou outra vez para dar a voz a"o povo que é quem mais ordena".

Hoje vou falar-vos, para variar, da ... capital do Minho!

Ora, e como íamos dizendo, se querei(de)s mesmo cul(r)tura a sério (a)mandai-de os vossos filhos estudar na UM (Universidade do Minho). E se os quereis militares para toda as cavalgaduras também cá temos ainda o Regimento de Cavalaria... e de Infantaria ( com a estátua do Gomes da Costa).

E para fazer frente ao areópago da Baixa Pombalina e das Ruas do Ouro e da Prata também cá temos a nossa famosa Arcada com dinheiro à farta pois tem a seu lado o Banco de Portugal. Só ainda não temos o BPN... nem cá faz falta alguma!

E se querei(de)s saber mais apontai o GPS cá para a Sé de Braga que sai logo arcebispos por tudo quanto é pedra tumular - visitai aí os túmulos dos arcebispos.

E pronto, ficam aqui mais umas dicas de "quentes e boas".

O alcaide-mor do reino de Sua Magestade.

domingo, 15 de março de 2009

" ... da minha cidade" - Braga


Pois alguns visitantes do blogue, quer da "cambada" quer outros olheiros, ficaram com "água na boca" e logo combinaram com a sua cara-metade que era mesmo uma boa sugestão dar um saltinho até cá ao Norte.

E vai daí, uns tantos mais adinheirados até já marcaram reserva no Hotel Turismo (5 estrelas!); outros, trazem a tenda de campanha e saem ali em S. Bento ou na Campanhã e rumarão à estação bracarense da CP onde logo aí apreciarão ruínas romanas da Bracara Augusta e à saída pasmarão do edifício panorâmico caleidoscópico onde esta está envolvida. Uns poucos virão de popó pela auto route e chegarão cá num ápice. Para os que se perderem, telefonem cá para o rapaz que ele vai buscá-los.

E então uma boa visita e não percam pitada que isto é mesmo bonito de se ver.

Já agora, visitem o estádio AXA do Sporting de Braga que é um dos mais galardoados a nível internacional.

Boa viagem e feliz regresso.

O "promotor turístico".

quinta-feira, 12 de março de 2009

Alô Braga ...


Não há nada como o nosso Braguinha ( S.C. Braga) que acaba de "brilhar" no Parque dos Príncipes vs Paris S. Germain, para a Taça UEFA. Mas para além do futebol há muito mais que oferecer ao Zé turista.

Pois e em exclusivo para a "cambada" cá estou eu para dar a conhecer mais uns postais ilustrados desta cidade monumental. Por certo que se nunca cá viestes podeis aproveitar as férias pascais e haveis de cá sair com uma ideia completamente diferente.

A Bracara Augusta romana oferece-vos a magnificência ancestral da sua Semana Santa com hemiciclo na sua Sé. Em alternativa, ou em complemento, podereis visitar o santuário do Bom Jesus e a basílica do Sameiro e uma miríade de igrejas que fazem dela a Roma portuguesa.

Mas a sua evolução criou na sua cintura interna e externa uma rede viária de auto-estradas e vias rápidas que, num ápice, vos põe dento dela mesmo sem GPS. Ou até podeis chegar de combóio, directos à sua renovada e moderna Estação.

No plano comercial, uma série de hipers e mega superfícies instalados fazem talvez de Braga a cidade que mais evoluiu, relativamente a outras cidades portuguesas, em densidade e por metro quadrado.

E aqui respira-se ar puro!

"É bom viver em Braga", é um dos seus slogans publicitários.

O "boneco" retrata o lago dos barcos, na mata do Bom Jesus.


terça-feira, 10 de março de 2009

Companhias que nos antecederam no Songo/Quivuenga


Hoje trazemos ao prelo mais um pequeno retrato histórico dos "bravos do pelotão" e que connosco também partilharam as alegrias e tristezas do conflito armado, desde 1961.

Ao ler o 1º volume dos "Anos da guerra" acabei por anotar que, aos anos sessenta, já tinham passado pela nossa zona, várias Companhias militares, perante um primeiro ataque ao Songo, no dia 4 de Maio de 1961 (sic 1º Vol. pág. 75) e cuja reocupação começaria logo a seguir, a 13 desse mesmo mês.

- CCaç. 97 via RI 7 entre 21/04 de 1961 a 1963; CCaç. 0117 via RI 10 entre 28/05/ de 1961 e 08 de 1963; CCaç. 0129 via RI 14 entre 28/05 de 1961 a 04/1963 e CCaç 0144 via RI 7 entre 15/06/1961 a 09/1963. Isto apenas entre os anos 1961 a 1963. Note-se que a suposta sobreposição de datas teria a ver com o alargamento das zonas em que cada uma destas estaria envolvida, às vezes com 4 ou 5 zonas a proteger!

Entretanto e ao longo dos anos até 1973 chegariam outras como algumas do "boneco".

Mas a elite ainda estaria para chegar: a ÔNZIMA.

Num próximo sketch falaremos das "medalhas", "condecorações" e " honrarias" dos bravos da CCaç 3411...

domingo, 8 de março de 2009

Do espigueiro do Gerês ao seu protótipo...(?)


Por que hoje é domingo e numa de purificar os vossos pulmões descontaminando-os dessas bronquites crónicas, fruto de abusos ao longo dos tempo, como dizia, passeai pelas vossos arrabaldes, saindo com a famelga do meio citadino para respirardes ar puro.

E para os nortenhos, aqui vai mais um postal ilustrado das terras do Gerês e das suas várias barragens.

Entre as muitas surprezas, achareis o "protótipo" que o IN utilizava para se camuflar, tipo "Cavalo de Tróia", e que nos daria muitas dores de cabeça, lá para os lados de Quivuenga e Nova Caipemba.

Em pleno mato mucabiano, a UPA adaptou o espigueiro minhoto às suas acções bélicas e então quando a malta pensava que aquilo era só fachada, os gajos saiam lá de dentro todos empalhados e faziam-nos "golpes de mão" à base de atiranço de espigas que mais pareciam granadas ofensivas...e a malta fugia a sete pés!

Isto é estória, "cambada", está nos livros...aprendei(de)!

O estoriador-mor do reino,

Zuébonzái.

sábado, 7 de março de 2009

Purificar os pulmões no Gerês


Hoje estou mais virado para vos dar umas dicas sobre como saber bem viver, aproveitando uns passeiozitos de fim de semana.

E vai daí, embora a maioria da "cambada" nem saiba onde fica este paraíso - fica cá ao Norte, no concelho de Terras de Bouro, distrito de Braga, e é uma paisagem protegida - ficais de vir conhecer estas belezas logo que a crise vos dê uma ocasião para o fazer.

Sabendo como sei que alguns já estão todos "rotos por dentro", com artrozes, colesteróis e saturados de nicotina, pois é uma boa ocasião para fazerdes um chek up no vosso médico de família e ...passeardes cá para estas bandas.

Há por aqui autênticas relíquias que ficareis pasmados como é que isto ainda se preservou por tanto tempo.

Mas deixo ao vosso critério trilhardes os trilhos que quiserdes. Uma coisa sei, quando chegardes a casa já ficastes aliviados dessas doenças asquerosas...

Ide por mim.

sexta-feira, 6 de março de 2009

O "Bin Laden" afinal ... casou !?


Antes de mais, quero dar as boas vindas ao blogue aos novos olheiros que por falta de conhecimento andavam alheados das coisas boas que ainda se fazem neste país, e que incluem as estórias e (de)estórias que se vão contando da ÔNZIMA, apesar da crise.

Depois, reconhecidos que foram os donos das máscaras dos sketces anteriores, fomos ainda encontrar no Carnaval do Porto mais um camarada nosso disfarçado de Bin Laden e a engatar uma sevilhana.

- Afinal, a quem pertence o disfarce, ou melhor, quem é o tripeiro que se camuflou deste personagem sinistro e que até usa a cruz para espantar os demónios?

Pois se não adivinharem eu vou contar pr'a você de quem se trata...

(só uma dica: está por detrás do "apito dourado")

quarta-feira, 4 de março de 2009

Os anos da guerra colonial - jornal Correio da Manhã


Olá "cambada" i(n)gnorante...

Pois hoje vou sensibilizar a nossa "cambada" para adquirir esta excelente série de 16 volumes que está a sair no jornal Correio da Manhã e que por certo interessará a uns tantos, pelos menos a nós que estivemos lá.

A preço promocional de 1,95 E + CM o 1º volume, que acaba de sair hoje, 04/02/2009, seguir-se-ão mais os restantes 15 volumes, semanalmente e ás Quartas-Feiras, mas a um preço agora de 7,95 E + respectivo jornal.

Achei interessante inteirarmo-nos dos meandros políticos em que estivemos envolvidos em comissões obrigatórias e quiçá até se fale também da nossa Companhia 3411. A ver vamos.

Leiam ... deixem de ser "analfabetos" que a cultura não se mede a metro!

Um abraço e até à próxima do correio neste blogue.

Lino Rei.

Obs. Ninguém me pagou para fazer publicidade.

terça-feira, 3 de março de 2009

Fachada lateral da Sé do Porto


Mas voltando ao Porto.

Foi só subir a ladeira que sai da estação de S. Bento e ir quase directo à Sé que, aquela hora, já estava fechada. Dada a beleza ímpar do pôr-do-sol ainda tirei umas digitais e quase que montei a cavalo, só que o animal não estava para brincadeiras...

Ficou o registo, na verdade os tripeiros estavam todos a enfardar as tripas do carnaval...

Viva o FêCêPê!!!