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sábado, 28 de fevereiro de 2009

Os "(des)mascarados" ...


Como recebi mais "reclamações" de outros "tripeiros" que não foram "nomeados" no sketch anterior - casos do Pegado, Soares e Calisto (Porto), Couto e Pereira (Matosinhos), Alf. Camilo (Valongo), Celino (Ermezinde), Sousa, Aguiar, Gouveia e Pegado(V.N. Gaia), Neves (Trofa), e o Óscar a "reclamar" que era de Matosinhos e do seu Leixões e não da "máfia do F.C.P., conjuntamente com o Coelho (Espinho) - pois ainda tenho em meu poder mais umas tantas máscaras para a devida reclamação.

Podem solicitar o respectivo envio através deste blogue no sítio dos opinanços... mas terão de pagar o porte pago.

Está na hora de "confessarem" os "delitos" para paz das suas almas!...

Um abraço aos "visados".

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

"Olha o Comércio" ... do Porto


Tão perto e tão longe, ou por outras palavras, "Vá de férias ... cá dentro".

No domingo de Carnaval fui dar uma passeata ali ao Porto, a ver se encontrava os donos de algumas das citadas máscaras (?) ou que alguns destes e de outros que por ali andassem ainda mascarados!(?). Esperando "tropeçar" com o Leitão, o Óscar ou o Gouveia, ali aos Aliados, ou até com o Castelo que vive lá para Paços de Ferreira, mas os gajos não apareceram ... com a vergonha!

Mas como estava a dizer, meti-me no Regional da CP com destino a S.Bento e fui de visita à terra dos "tripeiros" ( que não do F.C. do Porto, saliente-se). Verifiquei que a Praça dos Aliados estava uma bagunça com o cortejo carnavalesco e que os Clérigos estavam cada vez mais "inclinados" para ... o Benfica, já que do Sporting do Laranjeira nem vale a pena falar, está mais defunto que nem o (São) Bento consegue "ressuscitar"!...

Mas gostei do largo da Sé e do casario envelhecido da urbe. Num outro dia vou à Ribeira provar o Sandeman.

Já agora faço um convite à "tripalhada": Visitem Braga e o seu galardoado estádio que o Sporting de Braga é que está a dar...

Saudações aos portistas ... que também ainda lé estão na Champions.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Os donos das máscaras...


Após algumas "reclamações" de que as ditas cujas expostas no blogue anterior não "contemplavam" os interessados, aqui ficam mais algumas máscaras para reclamação posterior.

De qualquer forma, o Comando Geral só aceita a devolução aos seus donos se o reclamante provar a dita cuja "descendência" por ADN... já lhe bastou o caso da Esmeralda!!!

sábado, 21 de fevereiro de 2009

No Carnaval ninguém leva a mal


Os nossos militares também se camuflavam para atrair o IN. Fosse através do verde-azeitona da sua farda, fosse nas protecções dos relógios de pulso com tampinhas negras de cabedal que se abriam e fechavam para visionar as horas, fosse no mimetismo do terreno com "banhos de lama" na cara e nos braços, enfim, das mais variadas maneiras.

Todavia nem tudo era "caça às bruxas". Havia ocasiões também em que para "atrair" a "In" - note-se, a e não o - alguns deles iam até ao "Lupanarium" lá dos sítios e para disfarçar as suas reais feiezas e parecerem D. Joões, disfarçavam-se quase como fossem para um baile.

No museu militar fomos dar com alguns adereços que serviam bem as "intenções" dos ditos cujos. Quem os visionar até pode pedir a respectiva devolução ao CMR e se algum destes lhes serviu de adereço. Só tem que mencionar o nome, número mecanográfico, Companhia e Região Militar onde, possivelmente, até pode ter deixado descendência e a pode também reclamar para efeitos de IRS...

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Macaquices...


A nossa zona militar era profícua na sua fauna. Além de uma miríade de animais bravios que proliferavam mato dentro - pacaças, porcos espinhos, veados, etc. - e com quem em muitas das nossas operações tropeçavamos, havia uns mais "chegados" que, diz quem sabe, até descenderíamos da sua espécie: os macacos.

Em muitas das nossas horas livres, alguns de nós aproveitavamos para os ir ensinando também "nas artes marciais" de darem cabo do "IN", descascando amendoins ou comendo bananas, cujas cascas serviam para fazer "escorregar" o dito cujo inimigo. Uns outros até os ensinavam outras macaquices ...

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Promessa de "Irmãos de sangue"


E cumpriram-na.

Já no fim da comissão, os meus "guarda-costas" - que faziam com o Leite e o Cunha a minha secção de combate - festejariam com o Varela, o algarvio, e na presença do pequeno "notário" da Quivuenga, o final feliz do término da sua e nossa guerra.

Os quatro eram conterrâneos da Camacha e prontificaram-se, desde logo, a fazer parte da minha secção. Só mais tarde me confessariam que tinham feito entre si a promessa, ao bom estilo dos comandos, de se defenderem juntos e até darem as suas vidas uns pelos outros, para voltarem todos juntos ao seu torrão natal.

Tinha sido esse também o pacto secreto do pelotão que comandei, e ao bom estilo benfiquista: "Et pluribus unum" (Um por todos, todos por um).

Um abraço ao Ornelas, ao Gonçalves, ao Teixeira e ao cabo Freitas.

E viva a Camacha que ainda há tempos visitei com saudade!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Cubata-city no azimute zero


Está-se mesmo a ver...(?)

Pois uma ocasião lá tive de dirimir argumentos advocacionais para tentar saber a que paternidade pertenceriam os putos do "boneco". E a coisa até pareceria fácil à primeira vista - repare-se no tom paternalista de alguns dos "acusados" perante a inocência dos miúdos - mas a tentação de acusação ficou logo desfeita devido à idade "madura" dos "eusebiozinhos" e seria uma monstruosidade imputar responsabilidades acrescidas aos três figurões pois raramente por ali passavam, embora às vezes "picassem o ponto" - e que sabemos nós dessas coisas?- enfim ... se não foram pais ficaram como padrinhos.

E a dúvida lá se desfez perante a realidade dos factos julgados.


P.S. Qualquer semelhança com a realidade dos intervenientes é mera ficção do autor.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

"chim chim" ...Boas entradas 1972/73


Era a passagem de ano 72/73 e trocavam-se os brindes do costume.

O pavilhão do Songo foi muitas vezes palco de vários eventos e festas das quais também participávamos. Aliás, África e Brasil sempre foram povos mais alegres que nós os continentais e "patrícios" e qualquer acontecimento comezinho era pretexto para o convívio. No continente ainda vivíamos numa certa taciturnidade do pós-guerra e desta mesma guerra colonial que se travava longe do torrão natal.

Paredes-meias com a nossa tropa, os fazendeiros também conviviam conosco e faziam-nos esquecer a farda militar. Nestes momentos, íamos ao fundo dos sacos de campanha desenterrar a "roupa à civil" que já estaria fora de moda mas que sempre nos aliviava os ombros para o merengue e outras danças de ocasião.

Naquelas horas esquecíamos a dureza da guerra e as saudades da família e aqui e ali "metíamos facada" nas nossas prometidas em pezinhos de dança que sairiam até pista fora...

Saudades desses tempos. Para recordar.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

A Luanda / 71-73 e dos angolares


A "Copacabana de África", como era conhecida a famosa baía de Luanda, era um espectáculo visual digno para um qualquer pintor. Luanda foi e ainda continuará a ser uma boa oportunidade para ser visitada.

In illo tempore , era como que o "repouso do guerreiro" para uns tantos que, cacimbados pela guerra, lá acudiam para passar umas mini férias ou, na pior das hipóteses, evacuados por algum acidente de combate ou por outros motivos.

Alguns de nós ainda a desfrutamos e terá dado para apalpar o pulso ao fervilhar da capital. No far niente, ainda partilhamos dos muitos cinemas ao ar livre, da praia da ilha de Luanda, dos muitos cafés da baixa e transacionamos no famoso mercado negro de dinheiro do Puto por angolares que sempre era valorizado a uns 20%.

E havia ainda uma vida nocturna de boites e privé's que convidavam a "aliviar" os bolsos dos angolares excedentários ou dos prés bafientos que mal dariam para uns cafés, não fosse a família reabastecer a malta lá do continente.

Enfim, a Luanda dos mil amores.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Posando no tractor de fazendeiro


Há "bonecos" que dizem tudo embora a estória de cada um seja peculiar.

Lá para o meio da comissão de serviço, a nossa Companhia viu-se acrescentada de mais uma chusma de militares vindos do Batalhão para aprenderem connosco a "arte da guerra".

Então, os furriéis-recrutas que vinham "estagiar" com a malta e para se irem "aclimatizando" à picada, faziam as primeiras incursões no terreno que só mais tarde experimentariam. Nos entretanto, iam conhecendo as várias fazendas das cercanias onde a malta "comprava por atacado" os suplementos vitamínicos de fruta que se acrescentavam às rações de combate ou se traziam para o destacamento para servirem de sobremesa.

Entre uma coisa e outra, estacionava-se para descanso nas "aerogares" ou "heliportos"dessas fazendas enquanto um ou outro tentava "tirar a carta" no tractor do fazendeiro ou simulava aos aeronautas com uns óculos muito a propósito para obstar à poeira daquelas "auto estradas".

No boneco, o "baptismo" de dois desses furriéis.

Para a posteridade.