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domingo, 30 de novembro de 2008

Só bananas ...


Alguns de nós éramos ao mesmo tempo "guerrilheiros" e ... bananeiros...

Quando a larica apertava lá para os lados de Quivuenga-city, havia que improvisar outros suplementos vitamínicos C que sempre ajudavam a minorar aquela pois as ementas vindas do Songo vinham contadas por cabeça, a geito de ração de combate individual.

Entre ofertas dos fazendeiros lá do sítio e outros "golpes de mão" ainda sobrava tempo às refeições (?) para a "engorda", fosse ela a banana simples ou a banana hiper que podia ser assada e uns abacaxis ou ananases, à mistura com umas mangas, papaias, peras abacate e outros frutos tropicais.

No dia seguinte, lá estavamos prontos para mais uns "golpes de mão"... não fosse o IN ter chegado primeiro e então não havia nada para ninguém!

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Militares no "cinema"...


Ora cá está como é que a malta também podia ser candidata a actor.

Em plena mata da Mucaba, ainda havia boa disposição para brincar aos cowboys mexicanos, a quem nem sequer faltavam os apetrechos próprios a um qualquer assalto, como era o caso da G3 que, coitada, também ela andava a precisar de descanso, não porque já tivesse disparado muito projéctil e quiçá até já estivesse encravada, mas porque a invisibilidade do In era assás notória por aquelas bandas.

Por outro lado, se o artista se queria armar em texano, tinha tudo a condizer, com óculos, barba e botas de mato que lhe assentavam que nem uma luva!

Quanto ao artista... pois bem, foi-se ficando por outras fitas ...

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Ah fadista...


Como "tristezas não paga(va)m dívidas", havia sempre um "alfacinha" que alinhava no fado corrido do Bairro Alto como era o caso presente do nosso cabo-cripto, que disputava o ceptro com um outro lisboeta de gema, o furriel Lopes. No outro lado, havia os coimbrões da Mealhada como o alferes Coelho que vertia lágrimas sempre que afinava a "Samaritana".

Entre estes, entrepunham-se os nossos saudosos cabos Emanuel e Isac que "não deixando os méritos por mãos alheias" também afinavam ao bom estilo do Max no "Casei co' uma velha, da Ponta do Sol(i)" entre outras canções madeirenses fazendo com que a nossa guerra mais parecesse um "Deixai passar esta linda brincadeira...".

E que dizer do também saudoso furriel Cunha trauteando o Zeca Afonso nas "Trovas do tempo que passa"?

Enfim... foi um pedaço de vida que todos lá deixamos e que agora com alguma nostalgia o recordamos.

domingo, 16 de novembro de 2008

Da Índia para Angola


Hoje é tempo de (re)lembrar alguns camaradas que fizeram também a nossa guerra.

Entre estes, conta-se o meu amigo alferes Barreto que também "caiu de paraquedas" na Ônzima, a pretexto, dizia-se, de um "louvor" que o fez "empurrar" até à Companhia. Verdade ou não, nunca algum de nós teve queixas do nosso indiano, pouco importando das razões dos altos comandos e das circunstâncias.

Pessoa algo reservada mas conversadora com quem fazia amizades, foi um camarada que, à sua maneira bem oriental, também nos ajudou a diluir as mágoas da nossa comissão de serviço.

Na foto, o Óscar e cá o nosso rapaz, gozando da última anedota indiana: se as vacas também "batiam pala" à polícia ou se pagariam multa quando deambulavam pela via pública passando algum semáforo vermelho ? ( Na Índia, a vaca é um animal sagrado)

R/"olha que não, olha que não", a polícia parava o trânsito e era ainda obrigada a aparar os "cogumelos" dos seus "canos de escape"!!!

- E esta, eh???

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Suite-real em Quivuenga-city...



Como se passaria um Domingo/72 neste "resort" e de que adereços poderíamos usufruir?

Então, repare-se:

HK 21 com "pente" balístico; candeeiro a petróleo made in Angola; rádio- transmissões que emitia um zumbido logo que "sentia" o IN; boina-comando 3411; espelho (des)cristalizado para emitir linguagem solar tipo Morse; cabide-Valentino para fatos domingueiros; beliche c/colchão automático que embalava o turista para sonhos "cor-de-rosa"; mesa c/relógio nuclear e rádio a pilhas electrónico; camuflado em descanso; dicionário com o nome da lista dos turras da região; rolos de dilagramas que serviam de binóculos; saco-viagem preparado para todo-o-terreno; ténis desportivos Chanel; papel higiénico; livos de Psicológica e contra informação; pó de talco para certas "ardências"; cigarros MG; after-shave anti-mosquito; planta-da-Índia própria para fazer adormecer ... and so on!!!

E no meio ... um coitado de um alferes a tentar sintonizar o Benfica/Sporting no Puto!

A propósito, o Benfica goleou os leões por 5-1!

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Surfing in my blog...


Hello, my friends anywear on world,

My satisfation to surfing in my blog "ÔNZIMA3411".

That is about Colonial War in Angola/70 year´s and related memorances of portuguese militarys.

Congratulations for Stuttgar, Michigan, United Kingdom, S. Paulo, Indiana, Hong Kong, Worcenter, Utah, Tallin, California, Geldrop ... and so on.

It´s a pleasure.


The produtor,

"Koenigking"

Braga/Portugal

Aos trios é mais barato...


Pela nossa guerra foram passando alguns cromos, uns mais coloridos do que outros.

Pois o o Zé Manel lá os tinha que ir aturando, fosse na cantina fosse no bar ou noutras "queijisses" de ocasião pois os galões dos ombros dos ditos cujos ainda faziam "força de lei"... e se fora pr'a comer tanto melhor!

Na foto, o alferes-engenheiro que comandou a sua equipa para pôr de pé o novo aqurtelamento. E, fardado a rigor, o nosso protagonista "alferes-faz-tudo" de seu nome Tavares, que mereceu até um episódio no "Também eu estive lá...".

E no meio dos comes lá estava também este vosso criado.

Para recordar.

domingo, 2 de novembro de 2008

Dos Santos ao Dia dos finados - Recordando camaradas


Pois é malta! Hoje é dia de alegria e de tristeza.

São momentos de recordarmos os que ainda em vida nos ajudaram a ir suportando as agruras da mesma e que a inexplicabilidade da morte nos faça compreender quão efémera é a passagem por este "campo de treinos".

Também alguns destes jogaram futebol connosco - casos do capitão, do sub-chefe de posto da Quivuenga - mas também do Cunha, do Basso, do Emanuel, do Isac, do nosso primeiro Azevedo, do Júnior ... e quantos mais ainda?

Que o "Grande SELECCIONADOR" lá do ALTO lhes arranje um lugar bem próximo da equipa ideal e que estes nos guardem um "lugar cativo" nem que seja como "suplentes".

Por que hoje é o Dia deles.

Amanhã será também o nosso!

Paz às suas almas.

sábado, 1 de novembro de 2008

Recordando...


O pavilhão polivalente do Songo era um local priviligiado para alguns dos encontros festivos e que unia a malta civil e a militar.

Aí se desenrolavam festas e eram sempre um pretexto para "dar ao pé" até que o sol raiasse, ao som do merengue e outras músicas africanas.

Por aí passaram o "Valentino" com os seus "modelos" - ver reportagens anteriores - e se efectuaram Festivais ca Canção e noitadas de fado, "regadas" com whisky à base de soda, algum champanhe de ocasião ou, para os mais modestos, um champarrião" a martelo" de fazer "abanar o capacete".

Para a posteridade, os "altos comandos" da Ônzima - só falta o Nunes que foi "dar o nó" por essa altura - com um toque feminino (a esposa do capitão) e que eram júris de uma dessas festanças.

P.S. Pedimos desculpa se também estavas lá... mas a TVI só registou "gente fina"...