segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
domingo, 20 de fevereiro de 2011
"Recordar é viver" / Estórias recontadas da 3411
O terror da sanzala
Ele há coisas do diabo da breca que só contadas.
Estava eu de serviço ao aquartelamento do Songo quando sou chamado à porta de armas pelo cabo de serviço, pois o sentinela dizia que estavam à entrada do quartel umas bailundas da sanzala próxima que queriam falar com o capitão. Aproximei-me das ditas cujas e tentei saber do que se tratava:
- Então, o que é que há? - inquiri.
- Meu alfere, queria falar co sinhô capitã ... - como olhares vidrados.
- Mas então porquê? - insisto a tentar inteirar-me.
- Só falamu co sinhô capitã - renitentes na explicação.
-Bom... sendo assim, nada feito. Ou me dizem o que se passa ou ficamos por aqui pois o sr. capitão saíu. - faço intenção de desligar a conversa face à teimosia e dou meia volta. Perante a minha atitude, insiste uma delas:
- Meu alfére, é por causa do "bicho" do soldado!
- O quê? Que bicho?- interrogo-as demoradamente mas não obtenho qualquer resposta, senão apenas uns meio sorrisos quase envergonhados! Bem, eu vou ver se o sr. capitão já chegou - perante a falta de deslinde e com a conversa a levar a nenhures, tento passar o caso para o capitão que, na altura, estava na messe com uns amigos; digo-lhe do que se passa e este dá autorização para se dirigirem ao seu gabinete.
- Então, o que é que se passa? - inquire ele.
- Sô capitã, vimos qui pois o "bicho" do soldado faz muito mal na sanzala e nós stamu co medo!... olhares receosos.
- Mas que raio se passa com o cão do nosso soldado? - interroga o capitão.
- Nô é cão, sinhô, é o "bicho" do soldado qu'é grande e dói pessoa mesmo!... - olhares agora de pescada morta começam a irritar o chefe. Um cruzar de olhos entre o capitão e a minha pessoa leva-nos a conclusões precipitadamete precipitadas mas a entender que ali há marosca.
- Pôrra, expliquem-se, que também não percebo nada - atira o capitão. Passados uns minutos e cabisbaixas começam a deslizar as mãos para as suas partes pudendas por sobre umas saias demasiado atrevidas e logo remata a mais afoita:
- Sinhô, o soldado vai na sanzala e quando entra na cubata mete o "bicho" deste tamanho - gestos a medir o comprimento do dito cujo das "Caldas" para padrões fora do normal que provocam da nossa parte uns sorrisos malandros ao inusitado de tal medida - que dói mesmo ...
(com acenos afirmativos das outras duas, meio envergonhadas por terem também de participar naquele diálogo algo desagradável) E depois obriga nós a fazer o serviço co ameaça de faca de mato se a gente não quére - uma lágrima a escorrer rosto abaixo.
- Pronto, já percebi - tenta acalmá-las o capitão. Identificastes o soldado que faz isso?
- Si, sinhô capitã. É um piquini de carapinha loira - gestos a medir o metro e cinquenta do arguido, o que quase nos leva à sdua identificação.
- Pronto, o sr. alferes vai tratar do assunto e depois mando chamar-vos para confirmardes o soldado. Podeis ir.
(...)
Passados uns dias tivemos de confrontar o nosso "herói" com as queixosas e fizemo-lo prometer que estas coisas não funcionavam assim e muito menos daqueles modos. O capitão, meio sério, ameaçou-o de prisão e assustou-o de tal forma que lhe "faria encurtar a ferramenta" se continuasse com tais investidas.
Envergonhado, o nosso "D. Giovanni", saiu do gabinete, rabo entre pernas, por entre a chacota da caserna.
Remédio santo!
Lino Rei
In "Também eu estive lá..."
Ele há coisas do diabo da breca que só contadas.
Estava eu de serviço ao aquartelamento do Songo quando sou chamado à porta de armas pelo cabo de serviço, pois o sentinela dizia que estavam à entrada do quartel umas bailundas da sanzala próxima que queriam falar com o capitão. Aproximei-me das ditas cujas e tentei saber do que se tratava:
- Então, o que é que há? - inquiri.
- Meu alfere, queria falar co sinhô capitã ... - como olhares vidrados.
- Mas então porquê? - insisto a tentar inteirar-me.
- Só falamu co sinhô capitã - renitentes na explicação.
-Bom... sendo assim, nada feito. Ou me dizem o que se passa ou ficamos por aqui pois o sr. capitão saíu. - faço intenção de desligar a conversa face à teimosia e dou meia volta. Perante a minha atitude, insiste uma delas:
- Meu alfére, é por causa do "bicho" do soldado!
- O quê? Que bicho?- interrogo-as demoradamente mas não obtenho qualquer resposta, senão apenas uns meio sorrisos quase envergonhados! Bem, eu vou ver se o sr. capitão já chegou - perante a falta de deslinde e com a conversa a levar a nenhures, tento passar o caso para o capitão que, na altura, estava na messe com uns amigos; digo-lhe do que se passa e este dá autorização para se dirigirem ao seu gabinete.
- Então, o que é que se passa? - inquire ele.
- Sô capitã, vimos qui pois o "bicho" do soldado faz muito mal na sanzala e nós stamu co medo!... olhares receosos.
- Mas que raio se passa com o cão do nosso soldado? - interroga o capitão.
- Nô é cão, sinhô, é o "bicho" do soldado qu'é grande e dói pessoa mesmo!... - olhares agora de pescada morta começam a irritar o chefe. Um cruzar de olhos entre o capitão e a minha pessoa leva-nos a conclusões precipitadamete precipitadas mas a entender que ali há marosca.
- Pôrra, expliquem-se, que também não percebo nada - atira o capitão. Passados uns minutos e cabisbaixas começam a deslizar as mãos para as suas partes pudendas por sobre umas saias demasiado atrevidas e logo remata a mais afoita:
- Sinhô, o soldado vai na sanzala e quando entra na cubata mete o "bicho" deste tamanho - gestos a medir o comprimento do dito cujo das "Caldas" para padrões fora do normal que provocam da nossa parte uns sorrisos malandros ao inusitado de tal medida - que dói mesmo ...
(com acenos afirmativos das outras duas, meio envergonhadas por terem também de participar naquele diálogo algo desagradável) E depois obriga nós a fazer o serviço co ameaça de faca de mato se a gente não quére - uma lágrima a escorrer rosto abaixo.
- Pronto, já percebi - tenta acalmá-las o capitão. Identificastes o soldado que faz isso?
- Si, sinhô capitã. É um piquini de carapinha loira - gestos a medir o metro e cinquenta do arguido, o que quase nos leva à sdua identificação.
- Pronto, o sr. alferes vai tratar do assunto e depois mando chamar-vos para confirmardes o soldado. Podeis ir.
(...)
Passados uns dias tivemos de confrontar o nosso "herói" com as queixosas e fizemo-lo prometer que estas coisas não funcionavam assim e muito menos daqueles modos. O capitão, meio sério, ameaçou-o de prisão e assustou-o de tal forma que lhe "faria encurtar a ferramenta" se continuasse com tais investidas.
Envergonhado, o nosso "D. Giovanni", saiu do gabinete, rabo entre pernas, por entre a chacota da caserna.
Remédio santo!
Lino Rei
In "Também eu estive lá..."
sábado, 19 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Conhecer faz parte do viver ...

Numa de partilha, irei publicando, em alternativa, alguns roteiros turísticos com os meus ex-camaradas.
Sem qualquer pretensiosismo da minha parte, que não apenas o prazer pela fotografia e pelo vídeo, vou deixando alguns flashs que me ficaram na retina por alguns dos sítios que fui visitando, convicto que alguns de vós também já tereis viajado por muitos e variados azimutes.
Todo o material exposto, embora de puro amadorismo, é da minha pessoa e, como tal, vale o que vale e apenas pela intenção dessa mesma partilha.
Um abraço,
Lino Rei
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