domingo, 31 de agosto de 2008

Coliseu de Roma ..."esburacado" ?


Pois é "cambada". Se pensam que foi fácil a rodagem do "Desaparecidos em combate II", tirem daí a cabecinha ...

Para além das filmagens no palco dos acontecimentos, os actores tiveram também de rodar em Roma, no seu famoso Coliseu!

Com uma autorização especial da Cinecitá e do governo italiano, os actores-atiradores afinaram a pontaria contra as vetustas relíquias do passado romano e como aquilo também está a cair aos bocados, quem vai aproveitar é a passarada lá do sítio que pode nidificar pois "apartamentos" é coisa que não vai faltar...

Alguns dos actores até "exageraram", mas fazia parte do guião - atirar "a matar", a ver se ainda encontravam as almas penadas do Calígula e sobretudo do Nero!...


P.S. Como "aquecimento", ainda fizeram um joguing matinal, no velódromo local, onde se rodou o famoso Ben Hur e experimentaram as specials quadriga's que faziam bem inveja aos nossos unimogues, pois aquilo atinge velocidades vertiginosas e o único "carburante" é uma "mistura" de palha e erva do Palatino!!!


sábado, 30 de agosto de 2008

"Desaparecidos em combate" premiado no Festival de Veneza!!!


Ora cá está como um bom(???) produtor e realizador (de ficção) também acaba por ter o reconhecimento internacional, e logo num dos mais prestigiados Festivais de Cinema, os já famosos "Globos dos Leões de Veneza"/2008!

Antecedendo a minha passagem pela "cidade eterna", aquando da ida ao Vaticano, fui convidado ( a despesas minhas, claro!) a estar presente naquela Gala para receber 3 dos famosos galardões cinematográficos da cidade dos doges que vieram premiar "Desaparecidos em combate II".

O júri premiou esta película pelo melhor argumento (claro, com todo aquele enredo e disfarçados de "veteranos de guerra" e no meio das tainadas!), melhor guarda-roupa (evidentemente, equipados com fatos-macaco verde-azeitona a imitar o Valentino! ) e os melhores actores ( todos com dupla personalidade e qual deles o mais borracho!)!!!

Queria partilhar com os meus ex-camaradas estes 3 "Globos" - talvez até que os "dependure" no teto, para iluminar melhor a sala de jantar- por todo o apoio que me foi disponibilizado tendo em conta que não foi fácil voltar ao palco dos acontecimentos, 37 anos depois, para "rodar" esta película.

Obrigado a todos.


P.S. "Também eu estive lá...", nestas férias, para inveja da "cambada".

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Ir a Roma ...e não ver o papa!


Olá "cambada"!?

"Estou chegando, estou chegando", como diz o nosso patrício brasuca.

Antes de mais, que tivessem tido umas boas férias e descansado um pouco pois as "guerras" que se avizinham são bem diferentes da que tivemos.

Dizia na penúltima reportagem que iria falar com o papa "por causa da nossa situação" (?) mas afinal, quando cheguei ao Vaticano, Sua Santidade também tinha ido de abalada para as suas merecidas "vacances", pelo que só tive oportunidade de falar com o próprio"chefe", o S.Pedro!

Expus-lhe, pormenorizadamente, o nosso caso e prometeu-nos dar uma "fossinha", através do seu "cônsul" representante em Portugal, Doctere Paulo Portas, para que "chateie a pinha" ao governo a promulgar as nossas reformas vitalícias, pois que andam às pinguinhas... e nós que o digamos!

Em contra partida, nós, os ex-combatentes, votaremos todos nos gajos! Promessa de Rei - que sou eu, como representante da "cambada".

Prometo mais novas, já a seguir.

sábado, 2 de agosto de 2008

"Desaparecidos em(do) combate" galardoado com 2 Óscares da Academia de Cinema de Hollywood!



Última hora.


"Desaparecidos em(do) combate galardoado com 2 Óscares da Academia de Hollywood.

Do produtor e realizador grego Reikaridis e baseado no livro do mesmo autor Também eu estive lá …, este filme arrecadou 2 Óscares da Academia de Cinema, para a melhor Realização e melhor Argumento.
Rodado inteiramente em terras africanas do Norte de Angola, região do café, a película, em cinemascope, retrata as aventuras de uma pequena coluna militar de abastecimento logístico entre as cidades turísticas de Quivuenga-resort e Songo-city, nos anos 71/73.
O argumento enaltece o espírito de grupo dos seus protagonistas que faziam aquele percurso entre as duas “estâncias turísticas” percorrendo os 43,700 Km de distância, para cada lado, em 01.43 horas !..., em “via rápida” e atravessando longas “pontes” e “viadutos”, no meio de uma floresta virgem luxuriante mas ao mesmo tempo muito perigosa devido à situação declarada de guerra.
A película mantém uma grande interrogação quanto ao seu desfecho pois finalizado já o seu “contrato de trabalho”de dois anos com a “empresa” do ME que a contratara, a coluna sofreria uma emboscada-carjaecking do In, precedida do rebentamento de uma mina “anti pessoal”, obrigando aqueles heróis a saltar das viaturas, não sendo mais vistos e considerados, como tal, de “desaparecidos” – sic o take da cena.
O mesmo realizador prepara já produção com a versão II daquele filme e promete desvendar o seu mistério pois, ao bom estilo de RadovanKaradzikiano, os verdadeiros protagonistas terão sido vistos em vários encontros de ex-camaradas, no Puto, mas “disfarçados” agora de reformados e com muitas brancas e “meloas” com pseudo doenças artrito-paludísticas provocadas pelo stress de guerra…".

In NY Times

02/08/2008

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Férias ...


Durante as próximas 4 semanas de Agosto, o administrador do blogue vai ausentar-se para um período curto de descanso. Como tal, também as "dicas" diárias vão sofrer da sua ausência.

Irá aproveitar para fazer umas reportagens no exterior- inclusivé, vai falar com o papa por causa da nossa situação!- e quando chegar à "Redacção" trará mais umas "quentes e boas" ...

Promete também algumas novidades como, muito possivelmente, publicar em livro ou foto-montagem alguns dos sketchs aqui publicados, se houver leitores par o efeito. Sobre o assunto aceita sugestões.

Aproveita para desejar a todos os seus camaradas umas óptimas férias.


Lino Rei

Crianças



RAÍZES

6. A escola


Debatiam-se, no Conselho de Turma, os prós e contras para transitar o “Bravo” – nome de guerra por que era conhecido na escola o Barbosa. O seu cardápio escolar, mais longo que o último episódio de novela TV, em participações de todo o género, primava pela falta de educação e expulsões várias. A perspectiva de avaliação final de ano apontava para as já esperadas oito negas, não fora a complacência de um ou outro professor que destoou do grupo, pela atribuição da positiva mínima.
A alcunha viera-lhe do apelido que ele teimava em escrever Bravosa pois a sua configuração física destoava do normal da turma de dez e onze anos e onde, como em camisa de sete varas, o obrigaram a ter de fazer parte. Protagonizaria, por tal motivo, cabeça de cartaz, em decisões de litígio de recreio, já para não falar dentro da sala de aula que constituía o teste supremo, para qualquer professor que, a ser ultrapassado, poderia candidatar-se à santidade dos altares, tal a paciência exigida para com o sobredotado.
Nos seus 16 anos bem maduros, as capacidades cognitivas do “Bravo” mostraram-se pouco acima do limiar zero do Q.I.. O Conselho continuava com o dilema, temendo que mais um chumbo conduziria este “iluminado” ao abandono escolar. Um colega sugeriu que o transitassem pois enquanto permanecesse na escola não faria razia lá fora; razões extra, de pais separados e alcoólicos e a proximidade ao tabaco e à droga, vieram à baila e a tripla retenção acabaria por corromper a próxima turma onde recaísse. O Conselho concordou com a sua passagem, ao abrigo do tal artigo, avolumando cada vez mais a santa ignorância deste país.
Mas o caso não se ficou por aí, pois, logo mais, em nova reunião de um outro Conselho de Turma, um encarregado de educação não se convenceu de todo com os argumentos deste órgão da escola, idealizando para o seu educando um projecto de engenheiro, pois teimava que o filho haveria de sair doutor! A Ordem deliberara que o pequeno “Eiffel” tinha ainda muito tempo para rever os cálculos dos alicerces para as futuras pontes, pois as actuais caíram por terra, tal a ferrugem por tanta ignorância acumulada. E o assunto ficou definitivamente encerrado.
Alex reviu os seus tempos de escola primária onde, sem tantas reuniões, as coisas funcionavam no sentido de, no mínimo, saber-se ler e escrever e quem nãe era competente ficava de molho até o poder fazer. To be or not to be, passar ou não passar de ano era um ponto de honra a defender pois a “raposa” era um estigma duro de suportar; o insucesso andava associado, não à falta de inteligência da criança mas à fuga da escolaridade, por ter de ajudar-se a família ao provento do dia a dia.
Recordou então os “Passarinhos”, os “Gatinhos” e os “Morrosóis” que coitados, mal se resguardavam daqueles frios invernosos, em farrapos e andrajos de ocasião que fingiam proteger corpos magricelas de geração de crianças grandes. Por isso, o pó das carteiras ia-se avolumando com as suas ausências, requisitados ao mar, em catraias de cascas de nozes que não era suposto arribarem ao cais cada manhã. Outras vezes, ainda ensonados da faina marítima, anestesiada a fome com o naco de pão bolorento e a tigela de caldo de couve e massa esbranquiçada, tentavam afinar à tabuada, enquanto endireitavam a caligrafia pelas linhas do caderno ou (des) convertiam metros a centímetros, sob a ameaça da palmatória do professor fazer os respectivos acertos nas suas já calejadas mãos.
Naquele tempo, a cana comprida do mestre sibilava-lhes ao redor das cabeças fazendo-os acordar para as regras de comportamento, para os cursos dos rios e linhas-férreas a decorar. Ai que se queixassem em casa pois ainda tinham dose a dobrar! A escola ensinara-lhe certos valores, como a amizade, a solidariedade e o respeito quase sacrossanto pelos pais e professores.
Vieram-lhe à memória aquelas Quartas Feiras em que a sala de aula virava tribunal e em que a “Santa Catarina” transformava as suas mãos em tachos de estrelar ovos e nem cabelo de cavalo com azeite ajudava a tornear a dor, enquanto grossas lágrimas escorriam pelos "crimes" cometidos: quatro erros no ditado, por confusão dos ésses dos botões cosidos com os zês das fanecas cozidas; dois problemas errados, na aritmética, por se ter roubado mais ao quilo do algodão que ao litro do vinho tinto. Se era na História, cometera-se o sacrilégio de alterar a cartilha, confundindo-se o rei Gordo, D. Afonso II, a plantar o pinhal de Leiria enquanto D. Dinis, O Lavrador, distribuía mais umas sacholadas valentes no costado dos mouros, ganhando para Portugal a quinquagésima batalha desde O Conquistador. A coisa ficava ainda mais feia na Geografia do reino, quando alguém desviava o Cávado do seu leito para o desaguar ali para os lados do Forte de Viana, com comentários críticos do professor quase a merecerem prisão no dito cujo. E que dizer então das linhas férreas onde a ignorância da petizada fazia até descarrilar comboios pelo desvio das agulhas ou, quando aquele mais sabido direccionava a Linha do Norte para um apeadeiro desterrado na fronteira de Espanha, pondo em perigo até a unidade nacional!?
No tribunal das Quartas Feiras, uns tantos sujeitavam-se à dose suplementar da palmatória, por riscos nas carteiras, salpicos de tinta permanente no soalho, estilhaços de vidros da sala com a bola de farrapos ou bexiga de boi de matadouro, confrontos físicos com colegas, surripianços de ardósias dos vizinhos de carteira, entre outros "crimes"!
Nessas ocasiões, a professora também lhe ensinara, no Canto Coral, o Hino Nacional, o Não vás ao mar Tonho, as Pombinhas da Catrina e tantas outras canções que eram disputadas em altura tímbrica com os mais velhos já conhecedores de todo o reportório coral, por repetências acumuladas. Ninguém estranharia sequer as mudanças de vozes de alguns “Pavarotis”, do garnizé ao galináceo mais apurado, camuflados atrás do coro, que de boca aberta fingiam-se aos barítonos e baixos. Havia ainda quem as fizesse pela calada, em incursões aos bolsos dos calções, disputando uma e outra perisca, apanhada no passeio e a ser fumada na retrete da escola, no intervalo seguinte. Se a dita cuja não chegava para todos, dividia-se irmãmente o prazer e assim enquanto os mais velhos fumavam os “charros”, os demais iam treinando com cigarros de barba de milho!

E foram e são estes agora os doutorados para a vida.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Fachion/72. Os 7 magníficos ...


Era um habitué no Palácio de Desportos de Songo-city fazer-se, anualmente, um desfile internacional com os maiores estilistas e manequins mundiais, sendo convidados de honra as patentes civis e militares da zona.

Para a posteridade, aqui fica um recuerdo de alguns modelos dessa famosa colecção Primavera-Verão, ainda nos bastidores.

Como se verifica, a moda da altura era a calça justa pelo claro ou escuro com sapato de "crocodilo" preto em biqueira a condizer. As t/schirt eram mais para o descontraído dando-se a primazia às cores pastel, axadrezadas ou matizadas, estilo nipónico (manequim do whisky) ou de tecido mais esponjoso de alga marítima que trazia uma frescura ímpar (modelo de cócoras).

O júri acabaria por premiar ex-aequo estes 7 magníficos que representaram brilhantemente a Escola estilista-militarista da Ônzima. Seriam premiados com uma magnífica viagem ao Puto depois das "formalidades" legais.