segunda-feira, 30 de junho de 2008

Quivuenga -"city" Resort


Para os felizes "contemplados" do concurso anterior e outros ainda interessados, mostramos hoje mais um "aperitivo" paisagístico deste Resort, onde pelo reflexo das águas desta piscina, entre muitas outras mais para o interior, se pode admirar o sunshine em todo o seu esplendor...

Haverá mais surprezas neste catálogo: visitas-guiadas aos grandes cafeeiros da região, passeios pedestres até Mucaba-vilage, pratos gastronómicos e a sua magnífica especialidade da "Fuba- com- todos", grandes manganais, bananais, nonais, abacatais e abecaxizais, entre outros...

Contacta o nosso centro de viagens e aproveita os "saldos" de começo de Estação.

P.S. Pode pagar-se na antiga moeda de Angolares ou os actuais Kuanzas, à falta de petro-dólares ou Euro-crises.

sábado, 28 de junho de 2008

Sem palavras ...


Alguém disse que uma "imagem vale mais que mil palavras". Repare-se no quadro de ternura entre a mãe e o seu rebento, na foto em anexo.

Quantas vezes "desprotegíamos a guarda" para apreciar momentos como este, fosse em qualquer sanzala, na labuta do café em que as progenitoras embalavam os filhos quase em jeito marsupial enrolando-os atrás das costas enquanto faziam a apanha das "pepitas douradas".

Quiçá o pretinho da foto não será hoje um dos homens fortes da nova Angola que todos desejamos que viva em paz consigo, com os seus e com os outros.

Pena também que grande parte da sua riqueza em matéria prima (ouro, diamantes, minas de estanho e outras) tivesse de ser hipotecada para custear uma guerra fraticida que não levou a país a lado algum.

Um futuro mais risonho para Angola!

Sino e cruz


Apesar do cenário de conflito armado que mais se agravava no interior, como tal, cada grupo de combate ia "retemperar forças" e passava umas "férias" de 4 meses no destacamento-"resort" de Quivuenga -"city".

Esta "estância turística" de montanha estava atolada de "veraneantes" entre "ricos" fazendeiros coadjuvados pelos seus cipaios e uma escolta (NT) sempre pronta a actuar para lhes defender o costado e o "ouro negro" (café) , quanto ainda ia fazendo "guarda de honra" às "auto-estradas" que se iam abrindo picada fora...

Apesar do seu "luxo" aparente, o "Zé" Cristo também tinha lá uma "delegação" com mini-capela e sino mas, que nos lembremos, os "acólitos"nunca lá puseram o pé pois o seu "embaixador" só iria "pôr a escrita em dia" de quando em vez...

Como era um sítio idílico ficou-nos na retina pois enquadrava-se "au point"com o Pôr-do-sol.

Fica o registo ... e a cores!


quinta-feira, 26 de junho de 2008

Um guia -"Capitão"


Os supostos locais das operações que fazíamos estavam apenas assinaladas no "mapa" com pequenos pontos num emaranhado de linhas de água que, no terreno, eram bem diversas daquelas orientações topográficas.

O mais das vezes, eram recrutados guias que, supostamente, conheceriam o terreno melhor que a tropa. Estes iam na dianteira, não só a desbravar terreno com as suas catanas quanto nos conduziam aos objectivos em causa.

No meio daquela floresta virgem nem sempre se alcançavam os sítios assinalados e, já mais para o fim da picada, a "cambada", a precaver qualquer encontro com o IN, ia fazendo uns "desviozitos" para abastecer de fruta ou "banquetearmo-nos", mais a sério, em qualquer fazenda das redondezas, de garfo e colher no prato já que a ração de combate há muito que tinha ido e a sêmea estava mais dura que calhau!

No relatório final os "objectivos tinham sido inteiramente cumpridos"!

Pudera!

terça-feira, 24 de junho de 2008

O "brasileiro" no seu MX-35-07 ...


Há indivíduos que, sem darem muito nas vistas mas cumprindo apenas o seu dever, haveriam de ser "o elo mais forte" para que os seus camaradas fossem e regressassem sãos e salvos das diversas missões que lhes cabiam.

Sem qualquer medalha no "Dia de Camões", este nosso ex-camarada foi um condutor exímeo e competente no meio daquelas "auto-estradas" do mato e o seu Unimogue chegou até a "nadar" para levar e trazer a sua "encomenda" a porto seguro.

Homem bom e de trato "quente" como só os descendentes do país- irmão o são por natureza, nunca lhe ouvi um não, mesmo quando acabava de chegar de uma missão e pegava logo noutra.

Fica este registo em nome dos ex-camaradas do meu grupo.

E muita saúde por muitos e longos anos.

Um abraço.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

A inocência e a guerra


Há momentos que só podem ser captados pela objectiva.

Algures, numa aldeia indígena nas imediações de Quivuenga, em 1972, foi possível absorver a candura de uma criança embalada, quiçá, pelo cesto improvisado mais à mão, enquanto a progenitora venderia a mandioca ou a fuba, na feira improvisada da aldeia.

Hoje, a criança- homem (mulher) se ainda for viva, terá já os seus 36 anos. Cabe-nos perguntar o que pensará ela sobre a guerra que entretanto acabaria uns anos mais tarde com a descolonização. Para os seus, ainda se prolongaria por mais uns longos quinze anos, até que, finalmente, a paz acabasse por chegar à sua pequena aldeia e a Angola.

- E qual foi o nosso papel?

domingo, 22 de junho de 2008

Após o Sto António ... venha o S.João!


Não há melhor remédio para "afogar" as mágoas do nosso seleccionado do que dar um pezinho de dança, ao bom estilo do Óscar - ah grande dançarino!...

Já "in illo tempore" (no tempo da nossa guerra), na falta de "gajas", a malta substituía-as conforme podia, recorrendo até aos "travestis" improvisados de que os madeirenses eram subtis.

Mas quando a "fartura" era menos escassa - ao bom estilo de Hérman com as suas"resmas de gajas" - ninguém se esquecia de que sempre fomos um povo dançarino e portento de um riquíssimo folclore do Minho ao Algarve. Daí que, se a ocasião espreitava, logo a nossa "tropa fandanga" virava merengue ou outra mistela africana musical qualquer e não deixávamos os créditos por mãos alheias.

Então, malta, toca a dançar que para parado já basta o crédito!

Um até breve.